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  • 10 Defeitos que Empreendedores devem evitar

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    Se você acompanha o blog ou gosta de estudar sobre o assunto empreendedorismo já deve ter ouvido falar sobre os famosos comportamentos dos empreendedores, características em comum que empreendedores possuem. 

    No entanto, por conviver com empreendedores, percebi que alguns acabam se empolgando ao querer desenvolver esses comportamentos e acabam pecando pelo excesso. Entre o “remédio e o veneno a diferença está na dose”. Ao exagerar na dose, as características deixam de ser qualidades e passam a ser defeitos. Todo ser humano tem defeitos e obviamente o empreendedor também tem. O problema desses defeitos, ao meu ver, é a questão do empreendedor não perceber que está se excedendo e que pode trazer muitos problemas para quem convive com ele e até prejuízos para seu empreendimento.

    Este post terá um post complementar, como uma continuação, onde vou dar alguns exemplos para esclarecer melhor o perigo desse lado obscuro do empreendedor.

    1 – Oportunismo e Impulsividade

    A ânsia de querer buscar oportunidades o tempo todo, leva o empreendedor a agir como um oportunista. Ele pode ser visto como alguém que só quer levar vantagens. Ter iniciativa demais pode levar a agir sem pensar, por querer agir rápido. Sem falar que tendo sempre a iniciativa, o empreendedor acaba não dando oportunidades de outras pessoas contribuírem com o empreendimento, centralizando tudo nele, pois as pessoas passam a estagnar e a esperar que a iniciativa de realizar algo venha sempre dele. Isso paralisa quem está em volta, inclusive a equipe de trabalho. 

    2 – Teimosia

    Tem empreendedor que se acha persistente, quando na verdade é teimoso. Entre persistência e teimosia existe uma linha muito tênue. A persistência é positiva quando o empreendedor acredita na sua ideia inicial e vai insistir nela mesmo quando algo dá errado num primeiro momento, por saber como corrigir a rota para que dê certo, por acreditar que vai dar certo e por fazer dar certo. A teimosia ocorre quando algo que deu errado vai continuar dando errado e ele insiste no erro, não abrindo mão de sua ideia inicial, não mudando de opinião, não corrigindo a rota na tentativa de fazer dar certo e não ouvindo as pessoas que já perceberam que vai dar errado e tentam alertá-lo. Sem falar que essas pessoas são taxadas como “negativas” e que “torcem contra”, o que também é uma linha tênue e assunto para um próximo post.

    3 –  Obsessão

    De tanto comprometimento com seu empreendimento, o empreendedor começa a ficar obcecado. Ele demonstra uma preocupação exagerada com tarefas relacionadas ao seu empreendimento, se apega em ideias fixas e começa a pensar e a falar excessivamente sobre elas, podendo até aborrecer quem está em volta. Sem falar que ele acha que está mais comprometido que todos de sua equipe de trabalho e começa a exigir mais comprometimento dela. É comum que esse empreendedor “neurótico” durma pouco ou nem durma de tanto pensar e se preocupar com algo. Também é comum que não faça pausas nesses pensamentos nem quando está num ambiente de lazer ou num momento em que deveria descansar um pouco.

    4 – Perfeccionismo

    Outra linha tênue: excelência (fruto da qualidade e da eficiência) versus perfeição. Ao meu ver o erro começa com a interpretação errada do comportamento empreendedor Exigência de qualidade e eficiência. Acho que a palavra exigência pode ser facilmente mal interpretada, ganhando uma conotação negativa, principalmente se o empreendedor não souber comunicar com sua equipe. Garantir (ao invés de exigir) excelência nos processos de trabalho para que atinja resultados com eficiência não é ser perfeccionista e pior: exigir perfeccionismo das pessoas. O empreendedor perfeccionista confunde qualidade com perfeição e é visto como um insatisfeito, e pode desmotivar quem está em volta por pensar que nada para ele está bom o suficiente e por se sentirem muito cobradas quando delas é exigido perfeição (ao invés de dedicação).

    5 – Aventureiro

    Ao invés de correr riscos calculdados, esse empreendedor corre riscos demais, vive correndo riscos, adora viver perigosamente e adora se aventurar. Não mede as consequências, não age com sensatez, não considera variáveis como cenário econômico, desejos de seus clientes, etc. Muitas vezes põe em risco não só seu empreendimento, mas sua reputação, sua imagem, sua equipe de trabalho e aqueles que dependem de seus rendimentos como sua família, seus fornecedores e credores. Não raramente é visto como louco, desajuizado e semeia insegurança nas pessoas de seu convívio, que temem ficar desempregadas (no caso da equipe de trabalho) ou ficar sem receber (no caso de fornecedores e credores) ou ficar sem recursos (no caso da família).  

    6 – Frustração por não atingir metas

    Há critérios para Estabelecimento de metas e já falamos sobre isso aqui no blog. Há empreendedores que estabelecem muitas metas – mais do que conseguem cumprir – ou estabelecem metas de forma errada, sem critérios. Em ambos casos, o resultado é decepção, seja por não conseguir atingir as muitas metas que estabeleceu, seja por não conseguir a chegar resultados eficientes por falta de critérios. O empreendedor fica frustrado e ansioso e acaba “descontando” nas pessoas que estão a sua volta e sobrecarregando sua equipe para que ajudem a atingir metas “impossíveis” de ser atingidas da forma que ele quer.

    7 – Especulação 

    Tem empreendedor que exagera na hora de buscar  informação. Na ânsia de querer acumular o máximo de informações possíveis para seu empreendimento, ele pode exagerar e pedir muuuuitas informações para as pessoas, o que inclui informações que não podem ser passadas por questões éticas ou informações sigilosas. Não sei se estou conseguindo explicar, mas quero dizer que as pessoas do seu convívio podem se sentir invadidas, podem não se sentir à vontade por passar certas informações, ou se sentir exploradas, pois essa atitude excessiva pode ser vista como um abuso e o empreendedor passa a imagem de alguém indiscreto. (No post de exemplos explicarei melhor,  😉 )

    8 – Inflexibilidade

    É importantíssimo que o empreendedor tenha Planejamento e Monitoramento Sistemático de suas ações. Porém há quem não faça nada que não esteja no seu planejamento, o que gera uma inflexibilidade. Os planos são importantes para nortear o trabalho, mas não significa que devem ser cumpridos à risca, por isso existe o monitoramento, para administrar as mudanças que vão surgindo ao longo do caminho. Esse empreendedor pode perder oportunidades que surgem e que não estavam nos planos, pode perder ideias valiosas de sua equipe, que prefere não opinar por saber que só será realizado aquilo que foi planejado, pode perder por falta de integração com o macroambiente (governo, economia, mercado, concorrente…) que muda o tempo todo e, se o planejamento não for avaliado e replanejado pode tornar-se obsoleto.

    9 – Manipulação

    O empreendedor sabe que Persuasão e rede contatos são fundamentais para desenvolver seu trabalho. O problema, ao meu ver, é quando ele se esquece que para isso ele precisa das pessoas. E para isso ele precisa saber lidar com as pessoas. Novamente aparece a linha tênue persuasão x manipulação. As pessoas só são persuadidas quando entendem e querem contribuir com a causa, quando a relação é ganha ganha, o empreendedor ganha e a pessoa também. Tem empreendedor que quer manipular (influenciar negativamente sem que o outro concorde) e acaba explorando as pessoas, ele sai ganhando e a pessoa sai perdendo num primeiro momento. Digo primeiro momento pois, ao perceber que está sendo manipulada, a pessoa se afasta, deixa de fazer parte de sua rede de contatos e quem perde é o empreendedor.

    10 – Arrogância e Prepotência

    Assim como o termo “chefe” gera antipatia no mundo profissional, muitas pessoas tem antipatia do termo “empreendedor” e acredito que seja pelo comportamento excessivo de Independência e Autoconfiança. Para mim, particularmente, é o pior defeito dos citados aqui, e creio que todo empreendedor deve se policiar para não praticar esse defeito, que é a arrogância e a prepotência. Ele tem consciência de sua independência, mas esquece de que não consegue nada sozinho e desvaloriza as pessoas e sua equipe de trabalho. Ele é tão autoconfiante (“se acha”) que se esquece de que é humano, de que erra e de que não é superior à ninguém perante os olhos do Criador.

    Se você tem algum dos defeitos citados, não se preocupe nem sinta-se culpado. Sempre é tempo de recomeçar! Basta corrigir rotas e se reconduzir, buscando a prática adequada dos comportamentos.

     

    Como o post ficou um pouco extenso, no próximo continuarei com exemplos, ok?

    Até mais!

    *Os comportamentos adequados referentes a cada defeito estão em negrito.

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