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    Às vezes queremos organizar nossa vida e percebemos que precisamos antes limpar nossa alma…

    Espero que o texto que segue nos sirva de inspiração. Ele é muito especial para mim, pois o conheci através da minha tia Dorinha, que faleceu há nove anos. Guardo-o até hoje, com a linda caligrafia dela. Não o jogarei fora em nenhuma faxina…

    Faxina na Alma

    Não importa onde você parou, em que momento da vida você cansou.

    Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo, é renovar as esperanças na vida e, o mais importante, acreditar em você de novo.

    Sofreu muito nesse período? Foi aprendizado.

    Chorou muito? Foi limpeza da alma.

    Ficou com raiva das pessoas? Foi para perdoá-las um dia.

    Sentiu-se só por diversas vezes? É porque fechaste a porta até para os anjos.

    Acreditou que tudo estava perdido? Era o início da tua melhora.

    Pois é… agora é hora de reiniciar, de pensar na luz, de encontrar prazer nas coisas simples de novo.

    Um corte de cabelo arrojado diferente, um novo curso, ou aquele velho desejo de aprender a pintar, desenhar, dominar o computador, ou qualquer outra coisa.

    Olha quanto desafio, quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando…

    Está se sentindo sozinho? Besteira, tem tanta gente que você afastou com o seu “período de isolamento”.

    Tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu para “chegar” perto de você.

    Quando nos trancamos na tristeza, nem nós mesmos nos suportamos, ficamos horríveis. O mau humor vai comendo nosso fígado, até a boca fica amarga.

    Recomeçar… Hoje é um bom dia para começar novos desafios.

    Onde você quer chegar? Alto?

    Sonhe alto! Queira o melhor do melhor. Queira coisas boas para a vida.

    Pensando assim, trazemos para nós aquilo que desejamos.

    Se pensamos pequeno, coisas pequenas teremos. Já se desejarmos fortemente o melhor e, principalmente lutarmos pelo melhor, o melhor vai se instalar na nossa vida.

    E é hoje o dia da faxina mental. Jogue fora tudo que te prende ao passado, ao mundinho de coisas tristes.

    Fotos, peças de roupa, papel de bala, ingressos de cinema, bilhetes de viagens e toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados.

    Jogue tudo fora, mas principalmente esvazie seu coração. Fique pronto para a vida, para um novo amor.

    Lembre-se, somos apaixonáveis, somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes, afinal de contas, nós somos o amor.

    Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura.

    Autor: Carlos Drummond de Andrade

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